Ser a favor da legalização do aborto, é ser a favor da vida!

Por Railane Louven
@rai_louven

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Aborto, esse é o assunto do momento nas redes sociais. Muitos são contra e alguns a favor, mas e eu? O que eu acho? Sempre me perguntava isso e chegava a passar horas refletindo sobre o assunto, mas não chegava a uma ideia final.

cartaz-campanha-pelo-direito-ao-abortoMinha opinião era sempre em cima do muro, porque, particularmente, sempre vi um bebê como um presente de Deus! Como não se apaixonar por aqueles seres pequeninos, fofos e que nos olham como se estivessem dizendo “eu te amo”. Além disso, um bebê costuma ser trazer mais amor e alegria para a vida… Tanto que no final, aquele descuido da gravidez muitas vezes se torna o melhor acerto da vida. Muitas amigas minhas descrevem dessa maneira também a experiência de ser mãe antes do tempo.

Outro motivo que me convencia a ser contra o aborto era pensar que a descriminalização iria banalizar ainda mais o uso dos métodos contraceptivos, as pessoas iriam acabar substituindo a camisinha e a pílula pelo aborto.

Entretanto, eu também não conseguia deixar de pensar nas milhares de mulheres que não desejavam ser mães por motivos pessoais, financeiros ou particulares, mas se viram obrigadas a recorrer a ilegalidade, arriscando suas vidas em procedimentos, muitas vezes, nada seguros. Muitas morreram durante as operações.

Além disso elas também arriscavam não só suas saúdes físicas, mas também psicológicas, por se sentirem acusadas de criminosas pelo Governo, família e sociedade no geral. Haja equilíbrio emocional para enfrentar tudo isso!

Aquelas mulheres que não morreram durante as operações ou não ficaram estéreis, repito, devido a procedimentos nada seguros na maioria dos casos, acabam tendo seus filhos, carregando-os por todos os meses da gestação, doando-os para algum orfanato (o que não garante em nada a qualidade de vida e um futuro para a criança) e novamente são obrigadas a se sentirem criminosas, mulheres sem alma, sem coração, por terem a coragem de abandonar a própria cria.

Há outras que têm os bebês e se vêem na situação de criar seus filhos em condições que não gostariam, seja financeira ou mesmo psicológica.

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Sabe aquele argumento sobre as pessoas substituírem a camisinha e a pílula, pelo aborto?! Então, me convenci de que era pura ignorância minha. As pessoas que hoje em dia já não se protegem, continuarão sem se proteger amanhã e também depois da legalização, por exemplo.

Ahh! Por favor, não me venham com o argumento de que já que a pessoa não soube se proteger, é bem feito que ela tenha engravidado e tenha que arcar com as responsabilidades de ter um bebê! Nãoo! Isso é pensar na criança? Isso é ser a favor da vida? Não mesmo! Isso é ser a favor de uma espécie de vingança, onde quem paga, muitas vezes, é a criança! É justo isso? A criança não pede para vir ao mundo, mas ela também não pede para ser indesejada ou vir em condições não favoráveis a ela.

Mas, e agora, eu sou a favor ou contra o aborto? Para mim, eu achava que deveria existir um “sim” ou um “não”. Mas, depois de ler um texto excelente sobre aborto, acabei encontrando a resposta para a minha dúvida já no título: “Ser a favor da legalização, não significa ser a favor do aborto.” Perfeito! É exatamente isso!

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Percebi que eu, Railane Louven, particularmente, não sou a favor do aborto, no que diz respeito apenas a minha vida, pela minha filosofia e meus objetivos de vida.

Fico feliz quando vejo que mulheres e meninas que conheço estão felizes com seus babys, mesmo tendo engravidado sem planejamento, sem uma família que apoie, sem ajuda dos pais e/ou do pai da criança… Elas têm apenas o seu amor e dedicação para oferecer, o que é a única coisa que importa, na verdade. Mas, lembrem-se, elas puderam escolher ter seus filhos, também tiveram o mínimo de segurança, por parte do governo, na hora de parir e ainda, de quebra, ganharam a admiração, pelo menos dos amigos e da sociedade em geral, por serem consideradas mulheres de garra, que enfrentaram todas as dificuldades pelo amor aos filhos. Por que o contrário também não pode funcionar?

Mas, pela Maria, Silvia, Joana, Fulana, Sicrana… todas as mulheres que já morreram por terem abortado, por terem lutado pelo direito de decidirem o que fazer com seu útero, com seu corpo, com suas vidas e dos seus ex-futuros filhos… Por todas as mulheres em geral, eu sou a favor da legalização do aborto.

Isso significa ser a favor da educação de qualidade, a favor da conscientização sobre métodos contraceptivos e aborto, a favor de serviços públicos de melhor qualidade, a favor de orfanatos que possam garantir de verdade a segurança, educação e felicidade das crianças, a favor do direito da mulher poder decidir o que fazer com seu próprio útero, a favor de quebrar o tabu sobre mulheres que abortam serem vistas pela sociedade como irresponsáveis e sem coração, a favor da adolescente poder dizer não a um filho e planejá-lo mais para o futuro, a favor das mulheres que não querem ser mães nessa ou em outra vida, a favor da felicidade da mãe e do bebê, a favor do futuro… A favor da vida!

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