Resenha sobre Cinquenta Tons de Cinza (#1), de E. L. James

Por Rai Louven
@rai_louven

E lá vou eu falar sobre Cinquenta Tons de Cinza, mas dessa vez com um novo olhar, mais justo e menos revoltz!

Depois que eu vi o filme, escrevi uma crítica muito revoltz (que achei melhor deletar) sobre ele e que me fez pensar: “será que no livro é assim também?!”. Na dúvida, fui buscar as críticas das blogueiras que eu gosto sobre o livro… Até que Gui Liaga, que escreve para o Babi Dewet, me deixou no chinelo com sua resenha e me convenceu a ler o livro, pelo menos o primeiro. E foi o que eu fiz! Fiquei surpresa comigo mesma.

Para quem não sabe, Cinquenta Tons de Cinza é o primeiro livro da trilogia de mesmo nome, escrita por E. L James, publicado pela editora Intrínseca. Desde sua publicação, em 2011, ele têm sido um sucesso de vendas, mas também têm sido alvo de muitas críticas e gerado bastante polêmica. É um livro do tipo 8 ou 80, ou você ama, ou você detesta. O mesmo alvoroço aconteceu com o lançamento do filme.

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Eu sempre disse que não gostava de livros com personagens submissas e criticava muito Cinquenta Tons de Cinza por isso, mas eu não o tinha lido e então paguei com a língua. Eu não considero a protagonista submissa. Anastacia Steele é uma jovem romântica, que se apaixona por Christian Grey e que faz o possível para esse romance acontecer. Antes de conhecer Grey, ela era apenas uma mulher de 21 anos, muito insegura, ainda virgem e inexperiente no assunto relacionamentos.

Christian Grey, por outro lado, é um jovem empresário de sucesso, lindo, rico, bem resolvido, bom de cama, não é do tipo que faz amor e vive romances, mas, suas preferências são um pouco excêntricas. Um detalhe muito importante sobre sua personalidade e que traduz seu jeito de viver: controlador. Ele exerce controle sobre tudo que lhe pertence.

O romance entre Grey e Anastacia começa quando ela o entrevista para o jornal da faculdade. Grey se sente atraído e vai atrás dela na esperança de torná-la sua submissa. Ana aceita se envolver com Grey na esperança de que um dia ele se apaixone por ela e consiga sentir o mesmo que ela sente por ele. Apesar das diferentes expectativas, o tesão que sentem um pelo outro os permite levar a “relação” a diante e já na cama, eles descobrem uma sintonia perfeita.

Um dos motivos que tornou o livro um sucesso foi o fato dele falar de sexo abertamente, chegou até a ganhar o título de pornô das mamães, uma vez que conseguiu atingir um grande público de mulheres mais velhas e até idosas. Esse é um ponto bastante positivo para o livro, ele atraiu um público não leitor e o incentivou a ler não só um, mas três livros de mais de 400 páginas! Pessoas que de repente não viam interesse na literatura, passaram a buscar mais livros do mesmo gênero que 50 Tons de Cinza! Isso é ótimo!!! Bom ou ruim, ele levou cultura onde talvez não existisse mais esperança.

Capturar

Cinquenta Tons de Cinza tem sido acusado de romancear relacionamentos abusivos e de incentivar a violência contra a mulher… Vamos por partes!

Bom, eu não gosto do Grey, e se conhecesse um homem parecido com ele, eu ia preferir me afastar, porque realmente esse controle, autoritarismo e obsessão dele não é nada saudável. Mas, a protagonista do livro não se submete a ele, Ana sabe muito bem com quem está lidando, ela aceita o jeito mandão e controlador dele, todas as concessões que faz a ele, são feitas conscientemente, por ela, para ela…para ver até onde ela aguenta. Anna sempre teve uma escolha.

Sobre violência, não vi nada que a incentivasse. Todos os momentos que Anastacia apanha é durante o sexo, durante a prática do sadomasoquismo, e que é CONSENSUAL entre os dois.

Apesar de tudo, o que me incomodou bastante durante o livro foi o Grey… todo ele! A sua frieza, arrogância, controle e egoísmo me irritavam profundamente, mas ao contrário de mim, milhares de mulheres curtiram esse jeito estranho dele. 😯 Eu não acredito que o amor tenha que ser cheio de sacrifícios e sofrimento. Amor deve fazer bem, trazer mais alegrias, risadas, companheirismo, amizade… Se te faz mais mal do que bem, então isso não pode ser amor.

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Sobre o livro, eu, particularmente, não o considerei muito bom, achei que faltou mais história, as cenas de sexo o tempo todo me cansaram, era como se não tivesse o que falar e aí rolava sexo. Mas, entendo que o livro seja somente sobre Christian e Ana. Eu li não os outros dois livros que dão sequência a trilogia (Cinquenta Tons Mais Escuros e Cinquenta Tons de Liberdade), mas vou ler, só não sei quando ainda.

Mas, é isso galerinha… a leitura do livro foi fundamental para eu poder julgá-lo! O filme, como sempre, corta muitos detalhes e não lhe dá a visão certa sobre os personagens e os acontecimentos da estória.

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4 comentários sobre “Resenha sobre Cinquenta Tons de Cinza (#1), de E. L. James

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